O canal Direção Certa é aberto para todos os consorciados, que se preocupam com a conservação de seu automóvel ou do futuro automóvel e com o bem estar no trânsito.
Aqui, o Consórcio dos Concessionários Volkswagen, disponibilizará dicas para cuidar do seu Volkswagen, de direção, novidades do setor automotor para deixar todos os consorciados sempre informados.
O Consórcio dos Concessionários Volkswagen não quer apenas consorciados satisfeitos com seus serviços. Se preocupa com a segurança e bem estar de todos.
Consulte sempre este espaço e aproveite a vida com segurança!
Veículo que voltou das férias deve ser revisado
As férias terminaram e é hora de revisar o carro. Tanto veículos que pegaram a estrada quando aqueles que ficaram parados durante esse período merecem passar por uma geral. Especialistas recomendam inspecionar itens como pneus, rodas, suspensão e até o limpador de para-brisas.
Há reparadoras que oferecem gratuitamente esse tipo de revisão preventiva, caso da Oficina Brasil, com diversas unidades na cidade (
www.redeoficinabrasil.com.br). É preciso agendar o serviço.
Um dos cuidados mais importantes é lavar bem o carro que foi ao litoral ou trafegou em estradas de terra. “Manter o veículo limpo elimina resquícios de areia, poeira e facilita a identificação de vazamentos de óleo e água”, explica o professor do curso de Engenharia Mecânica Automobilística da FEI, Ricardo Bock.
Quando o carro passou por vias esburacadas, há o risco de a suspensão ter sido danificada. “Podem ocorrer o estouro de buchas e pinos”, diz o mecânico Pedro Luiz Scopino.
Na oficina que leva seu sobrenome (3955-8086), na zona norte, trocar as buchas da suspensão parte de R$ 200. O valor dependendo do carro.
É aconselhável calibrar todos os pneus – inclusive o estepe – além de trocar os filtros de combustível, óleo, ar e cabine (nos carros com ar-condicionado). “São peças que acumulam impurezas”, lembra o consultor técnico da Oficina Brasil, Antônio Costa.
Para um Corolla, na Sun North (395-8086), autorizada Toyota que fica na zona norte, cobram-se R$ 58,05 pelo filtro de ar. O de combustível sai por R$ 22 e o de óleo tem preço sugerido de R$ 33,50.
Ficar de olho para identificar eventuais vazamentos é outro conselho para o caso de veículos que “tiraram férias”. “O chão da garagem é um bom ‘dedo-duro’. Verifique debaixo do carro se há resquício de água e óleo”, diz o analista do Cesvi-Brasil Gerson Burin.
Diretor técnico da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Marcus Vinícius Aguiar, aconselha a checar o limpador de para-brisa. “Como janeiro foi muito quente, a borracha pode estar ressecada. Veja se as lâmpadas estão funcionando corretamente.”
Fonte: Jornal do Carro / Por Belisa Frangione
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Produtos contra chuva ácida
Seu vidro está embaçado pela chuva ácida? Testamos três produtos que eliminam essas manchas
Você já tentou de tudo para remover aquelas marcas de gotas d’água do vidro do carro e nada. Essas manchas geralmente são causadas pelas chuvas ácidas: mistura de gotas de água, neblina ou nevoeiro com gases poluentes comuns nas grandes cidades. De olho nisso, alguns fabricantes de produtos automotivos tem em sua linha removedores que prometem eliminar essas marcas em minutos, trabalho que exigiria pelo menos uma hora de polimento profissional. O grande apelo está no preço: enquanto um polidor cobra a média de 200 reais para fazer o serviço, os produtos custam de 15 a 89 reais, dependendo da marca.
Para saber como eles agem, fomos atrás de três das marcas mais conhecidas no mercado: Malco, Transparex e Prolitec. Como cobaia, utilizamos um Chevrolet Astra Sedan 2007 que estava com o vidro todo manchado e convidamos o especialista Marcos Carvalho, que trabalha há 14 anos no Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) para nos auxiliar nos testes. "Todos, de modo geral, são ótimos produtos, mas é preciso seguir cuidadosamente as instruções de cada marca, pois cada um reage de maneira diferente no vidro, daí a necessidade de enxaguar bastante para remover o excesso", diz Carvalho.
O ESPECIALISTA
Marcos Carvalho, 41 anos, chefe de oficina, atuando há 14 anos no Cesvi Brasil, ele aplica treinamentos na área de reparação e pintura e está acostumado a testar produtos automotivos.
O USUÁRIO
Marcelo Souza, 36 anos, autônomo, apesar de caprichar na lavagem do seu Astra Sedan, as manchas de chuva não saíam dos vidros. Ele testou e ficou surpreso com o resultado dos removedores.
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AC-40 Prolitec (200 ml) - prolitec.blogspot.com
Custo médio: R$ 19,90
A escolha do ESPECIALISTA
Especialista - NOTA: 8,0
"Ele age rapidamente e também e o mais fácil de ser aplicado, pois não precisou ser enxaguado. na questão custo-benefício, também leva a melhor, pois acaba sendo o mais barato, levando em consideração a embalagem de 200 ml. Só não gostei do odor forte que ele tem."
Usuário (a) - NOTA: 6,0
"Em poucos segundos já era possível ver os vidros com outra aparência. as instruções são básicas, mas fáceis de entender. Só não gostei do cheiro forte, que acabou provocando tosse."
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Transparex (100 ml) - transparex.com.br
Custo médio: R$ 15,00
Especialista – NOTA: 7,5
"Sua ação imediata e bem parecida com a da Prolitec, porem tem difícil remoção. E preciso usar bastante agua para não ficar manchado pelo produto, pois depois de aplicado no vidro fica uma "nuvem" branca. recomendo aplicar em pouca quantidade. o cheiro não e forte."
Usuário (a) - NOTA: 8,0
"Apesar de dar mais trabalho pela mancha branca que se formou, dei a melhor nota por não ter cheiro desagradável. a embalagem tem instruções pequenas, ainda que seja a mais completa de todas."
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Malco Water Spot (590 ml) - malcopro.com.br
Custo médio: R$ 88,90
Especialista – NOTA: 7,0
"E o único não liquido. apesar de pastoso e mais abrasivo, rendeu menos. Mas sua remoção e rápida e mancha menos que o Transparex se não enxaguar direito. a embalagem pede para deixar agir por 5 minutos, esfregar para remover as marcas e só depois lavar os vidros."
Usuário(a) - NOTA: 5,0
"Foi o que exigiu mais esforço, pois tive de jogar bastante agua para não manchar os vidros. rende menos que os outros e não consegui dar o acabamento desejado na primeira vez."
Fonte: Revista Quatro Rodas / 21 de dezembro de 2012 / Por Fernando Garcia
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Carros dançam na aquaplanagem! Saiba o que fazer
O risco de aquaplanagem e a falta de cuidados com os pneus podem tornar um passeio em um acidente gravíssimo. A chuva reduz a visibilidade dos motoristas, deixa a pista escorregadia e pode criar "armadilhas" visuais como poças de água. Em alguns casos é difícil saber se a pista possui inclinação favorável ao escoamento ou se contém buracos. A dica é ficar alerta desde o início da chuva, quando a pista pode ficar mais escorregadia, por causa de óleo, areia ou impurezas.
Como prevenir é melhor que remediar, algumas medidas podem te ajudar a evitar um possível transforno.
-Mantenha sempre os pneus calibrados com a pressão indicada pelo fabricante do veículo; Faça rodízio a cada 8 mil quilômetros e procure trocar os quatro pneus juntos;
-Nunca ande com os pneus gastos, pois sem a profundidade do desenho de escultura, o pneu perde a capacidade de drenagem da água;
-E se a situação de aquaplanagem for inevitável, nunca pise bruscamente no freio e nem acelere;
-Mantenha-se calmo e segure firme no volante para manter as rodas retas, reduza a velocidade até sentir que os pneus estão voltando a ter contato com o solo.
Fonte: CarSale
10 Dicas para salvar seu carro da enchente
Cesvi dá orientações sobre como dirigir em alagamentos e que medidas tomar depois de enfrentar um aguaceiro.
Como em todos os anos, o verão chegou trazendo enchentes e alagamentos. Quem é pego de surpresa por um temporal ou precisa trafegar com o carro em uma situação como essa deve tomar algumas precauções para não acabar estragando o veículo. O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) dá algumas dicas sobre como prevenir dores de cabeça em função do aguaceiro.
1. Não tente dar a partida caso o motor morra durante a travessia de uma área alagada. Mantenha o veículo desligado e remova-o até uma oficina. Essa prática evita o chamado calço hidráulico, que é a entrada de líquido na câmara de combustão, causando a quebra de componentes internos. Reparar o motor que sofreu calço hidráulico não é barato, portanto, não arrisque.
2. Não enfrente o alagamento caso o nível da água esteja acima do centro da roda. A maioria das montadoras também estabelece uma altura máxima para que se possa atravessar um trecho alagado.
3. Dirija em baixa velocidade e mantenha uma rotação constante do motor em torno de 2.500 RPM. Isso diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, tornando mais difícil a admissão do líquido e a contaminação de componentes eletroeletrônicos. A aderência e a dirigibilidade também melhoram.
4. No caso de veículos equipados com transmissão automática, troque as marchas manualmente, selecionando a posição "1". Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, o que torna possível manter o motor em uma rotação maior. Outra possibilidade é alternar a troca de marchas manualmente entre "N" e "1", mantendo a velocidade baixa e a rotação do motor em 2.500 RPM durante o trecho alagado.
5. Utilize o ajuste de tração conhecido como "Winter" ou "Snow", caso seu veículo disponha dessa função, oferecida como opcional em alguns carros automáticos. Embora seu propósito seja de aumentar a segurança em trechos de baixa aderência, como neve ou lama, essa função também pode ser usada durante alagamentos. Ela evita que o carro patine, graças ao bloqueio do diferencial, e facilita o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.
6. Mantenha a calma se, durante a travessia, o carro apresente "sintomas" como aumento de esforço ao girar o volante (caso o veículo disponha de direção hidráulica); variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos; alertas sonoros; flutuação dos ponteiros; luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e freios ABS acesas; aumento do esforço ao acionar os freios; e interrupção do funcionamento da tração 4x4 (caso o veículo seja a diesel). Esse quadro provavelmente é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba de direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (nos veículos diesel), o que, na maioria das vezes, é um quadro passageiro que não impede o motorista de dirigir. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.
7. Desligue o ar condicionado para reduzir o risco de calço hidráulico. Essa precaução impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor.
8. Se o carro tiver sido rebaixado e turbinado, os riscos de sofrer calço hidráulico aumentam. Redobre a atenção aos procedimentos sugeridos para evitá-lo.
9. Caso você enfrente um alagamento mais sério, faça um check up mesmo que o carro não apresente problemas num primeiro momento. Corrija, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem causar grandes transtornos. Peça também uma avaliação do cânister, do óleo da transmissão e dos eixos diferenciais, no caso de veículos com tração traseira ou 4x4. Esses conjuntos podem ter sido contaminados, o que leva à redução da vida útil de seus componentes, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, na suspensão e nos freios.
10. Caso você enfrente consecutivos alagamentos, limpe o sistema de ventilação, que poderá ter sido contaminado por fungos, bactérias e outros micro-organismos.
Fonte: Exame.com / Por Julia Wiltgen
Curta a folga sem se preocupar com o carro: inspeção preventiva ajuda a evitar acidentes e imprevistos durante a viagem
Fins de semana e feriados prolongados são ocasiões ideais para pegar o carro e cair na estrada. Bagagem conferida, porta-malas carregado, destino definido. Sinal de que tudo está certo, ok? Errado. O planejamento de uma viagem de carro começa bem antes com a inspeção do automóvel. Para que a viagem seja aproveitada com segurança é importante saber se o veículo está em perfeitas condições de uso. Para isso, realizar uma inspeção alguns dias antes de partir é fundamental para garantir uma ida e volta livre de imprevistos. Além de contribuir com a segurança e evitar incidentes, a inspeção com caráter preventivo pode ainda poupar os viajantes de gastos extras com o carro durante e depois da viagem.
Para Gerson Burin, analista técnico do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), é recomendável que o proprietário do veículo agende a inspeção com certa antecedência e não deixe para a última hora. “Acredito que uma semana de antecedência é um bom prazo. Isso evitará se deparar com oficinas superlotadas e até ter alguns dias de folga caso o carro precise esperar por alguma peça faltante nos estoques”, orienta.
Confira abaixo algumas dicas dos itens que devem ser inspecionados no seu veículo antes de sair acelerando por aí.
1. Sem sair da garagem: É sempre importante que o veículo passe por manutenções periódicas em oficinas especializadas. E os planos de manutenção podem variar de acordo com a marca e modelo do carro. Basta seguir as recomendações do manual de manutenção do veículo. Porém, antes mesmo de levar o carro para uma oficina especializada é possível que você mesmo assuma o papel de inspetor e faça um breve check-list de alguns itens. Mesmo que você não seja um técnico e não faça os reparos, no mínimo, isso irá contribuir para ter uma ideia do que realmente precisará ser reparado, trocado e quanto você terá de desembolsar. Então, mãos à obra!
2. Equipamento obrigatório: Para começar, verifique o prazo de validade do extintor de incêndio, a presença e o estado do macaco, triângulo e da chave de rodas. Só para se ter ideia, caso você seja flagrado sem esses itens ou em desacordo com o determinado pela legislação de trânsito terá que arcar com uma multa de R$ 127,69, além de somar cinco pontos na carteira de habilitação, o que é considerado uma infração grave.
3. Todas as luzes: Cheque o sistema de iluminação do carro. Isso levará apenas alguns minutos. Olhe as lanternas, farois, luz de marcha ré, de freio, mas não se esqueça das luzes menores como setas, luzes de emergência, brake-light e de placa. Caso não haja nada queimado, você acaba de se livrar de uma multa de R$ 85,13 e de quatro pontos na CNH. O analista do Cesvi, Gerson Burin, lembra ainda que além de verificar se as luzes estão funcionando, regular a altura dos faróis também é essencial. “Isto irá livrar o condutor de ter a visibilidade prejudicada durante a noite e pode até evitar acidentes”, enfatiza.
4. Olha a chuva: O seu carro está preparado para encarar uma chuva? Não queremos saber se ele tem infiltrações, isto é uma outra história. O fato é que nessas horas um componente pequenino pode fazer uma grande diferença. Estamos falando das paletas do limpador de para-brisas. Verifique se elas não estão ressecadas e se estão agindo de forma eficiente. Se você notar formação de faixas ou riscos no para-brisa, ruídos, trepidação, lâmina quebradiça, torta ou rasgada é sinal de que é hora aposentá-las. Seja por defeito ou má operação, providencie a troca. Assim você se livra dos R$ 127,69 de multa, referente à infração grave e 5 pontos na CNH, além de poder dirigir com segurança e não comprometer a visibilidade em caso de chuvas neste carnaval. E já que estamos mexendo aqui, aproveite para verificar se o reservatório do limpador do para-brisa está cheio, se os esguichadores estão bem posicionados e desobstruídos. De acordo com Gerson Burin, acrescentar um pouco de detergente neutro no reservatório facilitará ainda mais a limpeza de impurezas durante a viagem.
5. Cintos com segurança: Item individual e fundamental a todos os ocupantes do veículo, os cintos de segurança dianteiros e traseiros também devem ter seu estado inspecionado. O cadarço ou tira deve estar em bom estado, isto é, sem rupturas, fios soltos ou qualquer característica que possa vir a prejudicar sua eficiência. Teste também a colocação e soltura do cinto para saber se a trava libera o componente facilmente. Durante a utilização, a fita deve correr livremente, porém no momento de uma freada e colisão deve travar imediatamente. É importante saber que após uma colisão forte todo o conjunto – fecho/retrator/cinto – deve ser substituído.
6. Airbag, ok?: O airbag é um item que não precisa de manutenção, porém para saber se há algo errado com o sistema é só dar uma olhada no painel de instrumentos. Caso uma luz indicativa do sistema esteja acesa, não pense duas vezes e leve o carro a uma oficina especializada para fazer uma verificação.
7. Freios: o conjunto da parada. Falar em sistema de freios abrange uma série de itens que fazem parte do conjunto. Normalmente, no manual do veículo cada item possui uma vida útil e o prazo para troca também pode variar de acordo com a forma de utilização do condutor. O importante é saber que pastilhas, discos, mangueira, fluido, lonas e até a regulagem do freio de estacionamento devem ser feitas por um profissional especializado e no prazo correto (dependendo da marca varia de tempo ou quilometragem). Você também pode avaliar, de forma geral, a condição dos freios trafegando em uma pista livre e vendo se o sistema responde instantaneamente e “puxa” para os lados se existem ruídos de pastilha entre outros sintomas. Assim no momento em que levar o carro à oficina poderá contribuir com seus relatos. Para Gerson Burin, um indicador de que alguma coisa não está bem é o baixo nível do fluido. “Se isso acontecer há algo errado com os freios e o carro deve ser levado o quanto antes para uma oficina”, orienta.
8. Direções: Seja mecânica, elétrica ou hidráulica, ela também precisa de sua atenção. Trepidações e folgas são sinais de que a direção precisa de ajustes. Se o seu veículo possui sistema hidráulico fique de olho no nível do óleo.
9. Suspensão: Normalmente, os amortecedores devem ser substituídos a cada 30 mil quilômetros ou 40 mil quilômetros, mas vale a pena, mais uma vez, consultar o manual do veículo e levar em conta a recomendação do fabricante. “Mesmo tendo uma quilometragem estimada de troca a substituição da peça leva em conta a forma como o carro é guiado e os terrenos em que transita. Dependendo destas condições o prazo pode ser reduzido”, comenta Gerson Burin. Para saber se os itens precisam ser substituídos o CESVI dá uma dica caseira de como avaliar os amortecedores. Segundo a Instituição basta empurrar o veículo para baixo sobre cada uma das rodas e logo em seguida soltar. A recomendação é observar se a oscilação acontece de uma única vez. Caso isto não ocorra é sinal de que o carro precisa fazer uma visita à oficina. Já o chefe do Centro Técnico da Engenharia de Amortecedores da Magneti Marelli, Antonio Colla, alerta que um amortecedor comprometido pode ser um fator decisivo para aumentar o risco de acidentes. “Os perigos se traduzem em falta de conforto, maior espaço necessário para frenagens, instabilidade do veículo nas retas e, principalmente, nas curvas”, explica Colla. O executivo ressalta ainda que caso haja alterações visíveis nos amortecedores, como vazamento de óleo, amassados, ou outros sinais deste tipo é recomendada a troca do componente, independente de sua quilometragem.
10. Uma olhada nos pneus: Uma checagem visual já é suficiente para avaliar a situação do quarteto. Comece reparando se eles estão desgastados. Para isso é preciso verificar a profundidade dos sulcos. A orientação do Cesvi é procurar a sigla TWI ou o símbolo do fabricante e seguir o alinhamento dessa marca até o sulco, pois nele terá um ressalto que é um indicador de desgaste. Você precisa avaliar se a altura da banda é maior do que a deste indicador. Se isso não acontecer é sinal que o pneu já chegou ao limite e precisa ser trocado.
Gerson Burin destaca uma outra questão importante e que nem sempre é lembrada pelos proprietários. “Além de verificar o estado dos pneus deve-se também atentar para a validade do compostoque está estampado no código DOT”, informa. A sigla DOT (de Department of Transportation) irá indicar a validade do pneu por meio de alguns dígitos. Para ler o significado é preciso identificar um código de quatro dígitos. Os dois primeiros representam a semana e o último o ano. Por exemplo, 0509 quer dizer quinta semana de 2009. Outro ponto importante é a calibragem dos pneus que, de acordo com o especialista do Cesvi, deve ser feita sempre com o veículo frio para que não haja alterações nos valores. Lembre-se ainda que as indicações do número de pressão de cada veículo são distintas e normalmente estão indicadas no manual do veículo ou as vezes constam até na tampa do bocal de combustível.
Feito isso, está tudo terminado não é? Estaria se não faltasse o estepe, item muitas vezes deixado de lado na verificação. Além de verificar o estado do quinto pneu é preciso conferir se ele também está calibrado.
11. Abrindo o capô: Embora seja um conjunto complexo, o motor pode transmitir alguns sintomas de que não está bem. Para perceber é preciso ficar ligado em alguns sinais. Se por acaso o motor de seu veículo apresentar ruídos fora do normal, engasgar ou demorar para pegar, aumentar o consumo, perder potência e torque, esquentar demasiadamente, emitir muita fumaça na saída do escapamento, baixar o nível de água ou óleo freqüentemente você pode ter certeza de que ele está precisando de ajuda profissional. Quando parar o carro na rua ou mesmo em sua garagem observe também se há vazamento de óleo, que pode ser percebido pelas manchas no chão. Para manter o seu motor sempre em boas condições, o Cesvi preparou uma listinha com recomendações. Se você acha que o melhor para manter o motor limpo é jogar água está enganado, a orientação é para fazer a limpeza apenas com pano úmido. Não deixe de inspecionar o filtro de arfiltro de combustível, atente para o nível de água e óleo no reservatório e sempre abasteça com combustível de confiança. E se você quiser evitar grandes prejuízos leia com atenção esta recomendação. Fique de olho nos prazos de troca, barulhos e estado físico da correia dentada ou corrente do motor. Independente de seu carro utilizar um dos dois modelos, recorrer ao manual para saber sobre a vida útil deste item é muito importante para evitar gastos que podem ser evitados. Na média de preços, a troca da correia dentada de um modelo popular sai por volta de R$ 400, enquanto os custos com os danos causados pela quebra da peça podem chegar a assustadores R$ 4 mil. Mais uma vez, é melhor prevenir do que remediar.
12. Cuidando da transmissão: Antes de qualquer coisa, evitar o vício dirigir com o pé na embreagem já ajuda na vida útil deste componente. Para saber a hora de trocar a embreagem leia a recomendação do manual, mas não se esqueça de que a vida útil desta peça está diretamente ligada às condições de uso. Não esqueça de verificar o nível de óleo do câmbio e se perceber que o carro está “patinando” nas trocas de marchas, emitindo ruídos de rolamentos e juntas homocinéticas, além de outras anomalias, procure um especialista.
13. E o motorista? De nada adianta o veículo sair por aí em perfeitas condições se sua peça fundamental, o motorista, não está. É dever de quem está atrás do volante, principalmente nesta época em que o volume de veículos nas estradas aumenta e, por conseqüência, o número de acidentes também, manter uma conduta responsável e redobrar a atenção no trânsito. Portanto, fique atento para não trafegar com velocidade acima do permitido, não ingerir bebidas alcoólicas antes ou durante a condução, não realizar ultrapassagens arriscadas, respeitar as regras de sinalização e andar com documentos irregulares. Não se esqueça de checar se chegar se, além da bagagem, está levando a documentação do veículo e documentos pessoais.
14. Cuidado: estradas lotadas sinônimo de acidentes. Levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal aponta que de 2008 para o último ano, no feriado de Carnaval o número de acidentes nas rodovias federais aumentou mais que o dobro. Segundo Edson Varanda, inspetor chefe de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal do Estado de São Paulo, entre os dias 20 a 25 de fevereiro de 2009 foram registrados 230 acidentes nas rodovias do Estado, sendo que do total 90 resultaram em feridos e outros cinco, em vítimas fatais. Em comparação com os números de 2008, a quantidade de acidentes de trânsito nas rodovias cresceu 132,9%.
Usá-las corretamente pode livrá-lo de multas e até de acidentes
Todo motorista sabe que deve acender os faróis quando escurece. Mas o pisca-alerta pode ser acionado em movimento? Farol alto na cidade é permitido? E os de neblina? Infelizmente, quando o assunto é iluminação automotiva, a lei brasileira é complexa, extensa e muitas vezes obscura. Para jogar um pouco de luz sobre o tema, preparamos um guia do que pode ou não pode na hora de ligar os faróis do seu carro.
Faróis principais
O Código de Trânsito Brasileiro determina que o motorista deverá acender os faróis baixos à noite. Mas de dia seu uso também é obrigatório numa situação: em túneis, mesmo que iluminados. Já o farol alto é permitido somente em vias sem iluminação pública, porém o motorista deve baixar o facho quando encontrar outro veículo, seja em sentido contrário, seja ao segui-lo.
Há alguns anos, as polícias rodoviárias de vários estados começaram a incentivar o uso de faróis baixos nas estradas também durante o dia, embora não fosse uma obrigação. "Trata-se de uma recomendação do Contran às autoridades de trânsito para que promovam campanhas educativas", diz Fabiana Cristina Pane, tenente da Polícia Militar de São Paulo e chefe do setor de Assuntos Civis.
Faz sentido. O farol aceso funciona como se fosse uma espécie de marcador de texto: chama a atenção de outros motoristas. Justamente por isso os veículos europeus saem de fábrica desde fevereiro do ano passado com luzes diurnas, que se acendem automaticamente e que não podem ser desligadas pelo motorista. Os primeiros países a exigirem a obrigatoriedade foram Suécia, Noruega e Dinamarca, ainda na década de 1970.
Piscar os faróis altos é permitido como forma de sinalização para ultrapassagem ou advertência de perigo à frente. Na prática, porém, a piscada do farol alto funciona como um substituto da buzina em várias situações. Nessa hora vale o bom senso e dificilmente um agente de trânsito irá multar um motorista por cintilar as luzes do carro para um pedestre atravessar a rua, por exemplo.
Para impedir exageros, os fabricantes têm de seguir limites de intensidade para o facho alto do faróis. A unidade de medida é a candela (sigla "cd"). Em latim, o termo significa vela - e vem daí a referência: a luz de uma vela equivale a uma candela. Outra referência: uma lâmpada fluorescente compacta de 25 watts produz cerca de 135 candelas se a luz se espalhar em todas as direções (se houver um refletor que direcione a luz, o número é maior). Os faróis altos podem ter, no máximo, 225 000 cd. Um farol auxiliar, 340 000 cd. Não há especificação de luminosidade máxima sobre os faróis baixos e as lanternas. O carro também pode ter dois ou quatro faróis altos, mas somente dois baixos. Quando os altos estão acesos, as lâmpadas dos baixos podem permanecer ligadas. Usar quatro faróis baixos é proibido. E automóveis com luzes retráteis (praticamente inexistentes hoje, mas muito usados pelos esportivos dos anos 1980) devem ter, obrigatoriamente, luzes auxiliares que possam se acender enquanto a tampa dos faróis não se abrir completamente. Os faróis devem ser sempre assimétricos, ou seja, o facho deve ser mais baixo ao iluminar a parte esquerda da pista, evitando ofuscamento de quem dirige em sentido contrário.
Lanternas
Também conhecidas como faroletes ou luzes de posição, as lanternas são utilizadas por muitos motoristas em substituição ao farol baixo, o que é um erro - e também uma infração de trânsito. Ao escurecer, deve-se ligar o farol baixo e ponto final. Na dianteira, a lanterna é uma luz de baixa potência e que pode ser a mesma lâmpada da seta. Atrás, é a mesma luz vermelha que se acende com o farol baixo. A lei prevê o uso das lanternas só em dois casos: durante o dia, em caso de chuva ou neblina - embora seja recomendável o farol baixo; e à noite, com o carro parado, no embarque e desembarque de passageiros ou em operações de carga e descarga.
Faróis auxiliares
Há dois tipos: os faróis de longo alcance - conhecidos como de milha - e os faróis de neblina. Há muita confusão sobre "quem é o quê" e quando eles devem ser utilizados. O modelo de milha tem lâmpada de alta potência e pode ser aceso somente em conjunto com o farol alto. Não há nada na lei que proíba o uso dessas luzes no teto, por exemplo, ou no santantônio de jipes e picapes. O farol de neblina, no entanto, possui uma lâmpada de intensidade mais fraca e deve ser acionado juntamente com o farol baixo. Deve ser posicionado a, no máximo, 80 cm de altura em relação ao solo. Na prática, porém, deve ser montado na posição mais inferior possível, abaixo da faixa principal do para-choque dianteiro. Sua função é iluminar as laterais da pista. A razão é que todo bloco de neblina se forma a, no mínimo, 30 cm do chão.
Diferentemente da legislação de 1987, a Resolução do Contran 227/07 (em vigor hoje) e o Código deTrânsito Brasileiro não proíbem o uso de nenhum dos dois tipos de faróis auxiliares na cidade.
Setas e pisca-alerta
Todo deslocamento lateral do veículo, seja uma mudança de faixa ou uma esquina, deve ser sinalizado com as setas. Aqui, uma dúvida frequente é a seguinte: e se o motorista chegar ao fim da rua e só houver um sentido a seguir (disposição que os técnicos de trânsito chamam de "bifurcação em T"), ele deve ligar o pisca? Por ser um deslocamento lateral, o motorista deve, sim, usar a seta, mesmo que só exista um sentido a ser seguido. Já o pisca-alerta só pode ser ligado com o carro parado, nunca em movimento. Ele pode confundir outros motoristas, especialmente em situações de baixa visibilidade, como chuva ou neblina.
Luzes de xenônio
Após passar por um vaivém de leis autorizando e vetando seu uso, a regra atual proíbe a instalação em veículos que não saem de fábrica com o item - mesmo que ele tenha uma versão que possua o equipamento como opcional. A regra anterior previa que, para usar o xenônio, o motorista deveria ter uma autorização especial do Detran, similar à concedida para outras modificações no carro, como a instalação de turbo no motor. Veículos que usam o xenônio instalado na loja e que já possuam a autorização antes da recente lei podem continuar rodando normalmente "até a data de seu sucateamento", conforme diz a resolução 384 do Contran. Isso significa que, se o farol quebrar, ele na teoria não poderá ser substituído por outro kit.
Outros itens
Além de faróis e lanternas, todo automóvel deve ter ainda iluminação para a placa traseira, ao menos uma luz de ré, dois retrorrefletores (olhos de gato) vermelhos e uma luz de freio elevada (brake-light). Há ainda a lanterna traseira de neblina, cuja presença e uso são opcionais. No entanto, é recomendável que seja usada apenas em neblina forte, já que a lâmpada é muito potente (21 watts, o mesmo da luz de freio). O veículo pode ter duas dessas lanternas, mas, se houver uma, deve estar sempre no lado esquerdo. Existe também uma obrigatoriedade de cores para as luzes de um automóvel. Os faróis (altos, baixos e de longo alcance), a luz de ré e a de placa devem ser sempre brancos; as setas devem ser âmbar (um tom entre o amarelo e o laranja); os faróis de neblina podem ser brancos ou amarelos. Carros importados do México ou dos Estados Unidos, porém, podem ter as setas traseiras vermelhas, desde que homologados assim em seus países de origem.
As multas
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Utilizar farol
de xenônio não original ou outras luzes irregulares: 127,69 reais, 5 pontos e retenção do veículo
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Não acender lanternas ou
faróis baixos nas situações previstas em lei: 85,13
reais e 4 pontos
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Rodar sem luz de placa: 85,13 reais e 4 pontos
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Utilizar o pisca-alerta em movimento: 85,13 reais e 4 pontos
Fonte: Quatro Rodas / Junho de 2012 / Por Eduardo Hiroshi
Como fazer a troca da bateria do veículo
Dicas do Cesvi ajudam a se informar sobre os procedimentos
Sabemos que muitos fãs de automóveis gostam de fazer alguns tipos de manutenção nos veículos sozinhos. Para muitos, é uma forma de se distrair, divertir ou curtir o próprio veículo. Outros gostam de saber como se faz certo tipo de reparo apenas para ter o conhecimento. Pensando nisso, o Carsale reuniu algumas dicas do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) de como substituir a bateria do carro.
Aproveitamos que a temperatura nesta época do ano é baixa e, que problemas na hora da partida são comuns, para falar sobre a bateria Se for este o caso, como fazer o procedimento de troca de maneira segura? Antes de substituir é preciso certificar-se de que o alternador está carregando corretamente a bateria. Em alguns casos, a falta de carga deste equipamento é o que está gerando o problema. Após este primeiro teste e identificado que o alternador está em perfeito funcionamento, chegou a hora de substituir a bateria. Para comprar o modelo adequado, verifique as especificações de capacidade do equipamento original do veículo, definido em ampères-hora.
O primeiro passo para a troca é soltar o sistema de fixação da bateria com a carroceria do veículo. É importante lembrar que itens como códigos de programação de rádio e relógio podem ser desconfigurados ao retirar o equipamento. Para evitar surpresas desagradáveis, verifique o lado da polaridade da bateria. A letra “D” – direito e a letra “E” – esquerdo referem-se ao lado do pólo positivo da peça. Na hora de retirar a bateria, desconecte primeiro o pólo negativo (-), para então desconetar o pólo positivo (+).
Com a nova bateria em mãos, atente-se para não inverter os pólos na hora da instalação. A inversão pode causar danos irreparáveis no módulo eletrônico de injeção. Primeiro ligue o pólo positivo (+) e, por último, conecte o pólo negativo (-). Desta forma, você evitará um curto circuito entre a ferramenta e a carroceria do veículo. Com a ligação feita, retire a embalagem plástica da nova bateria e prenda-a com o sistema de fixação original do veículo. Depois disso, a nova bateria já pode ser utilizada. Como última precaução, a orientação é para que seja feito um teste a partida e de funcionamento geral do veículo.
Fonte: Carsale / 22 de julho de 2012 / Da redação.
O que você pode fazer pelo seu carro
Realizar a manutenção preventiva do veículo não significa apenas visitar o mecânico periodicamente. Existem tarefas que você pode fazer e que não exigem prática, apenas disposição. E o que é melhor: esse procedimento não só ajuda a manter o carro, como também reduz a possibilidade de problemas mais graves no futuro. Veja a seguir quais são esses cuidados:
TODA SEMANA
LAVADORES DOS VIDROS
Nada pior do que descobrir que se está sem água nos limpadores dos vidros quando se mais precisa dela. Por isso, crie o hábito de conferir semanalmente se é preciso completar a água dos limpadores.
Acrescente também um pouco de detergente específico. Não use detergente doméstico, pois esses produtos contém soda cáustica em sua formulação, o que pode ocasionar manchas na pintura, além de formação de borra no reservatório, entupindo os lavadores.
LÍQUIDO DE ARREFECIMENTO
Observe o vaso de expansão (consulte o manual do proprietário para saber sua localização). Se estiver abaixo do nível mínimo, adicione água com o líquido de arrefecimento na proporção recomendada pelo fabricante.
O ideal é que a verificação seja feita com o motor frio, mas, se não for possível, tome cuidado na hora de abrir o reservatório. O sistema é pressurizado, e a água quente pode espirrar se você o abrir de repente. Se for necessário completar o nível com muita freqüência, verifique se há vazamento no sistema.
ÓLEO DO MOTOR
Verifique o nível do óleo do cárter uma vez por semana, com o veículo sobre uma superfície plana e, de preferência, com o motor frio. Se não for possível, aguarde cerca de cinco minutos antes de checar.
Confira no manual a localização da vareta, limpe-a e volte a colocá-la no lugar. Tire novamente e cheque o nível, que deve estar entre as marcas de mínimo e máximo.
Se o nível estiver baixo, complete, utilizando um produto com a especificação recomandade pelo fabricante do veículo. Se houver óleo acima do nível máximo, será necessário retirar o excesso por meio do bujão do cárter -- na parte inferior do motor -- ou com uma máquina de troca de óleo por sucção.
Atenção: limpe a vareta com um pano que não solte fiapos, para evitar que estes penetrem no motor.
PRESSÃO DOS PNEUS
Deve ser verificada semanalmente, ou antes de viajar, seguindo a indicação do manual do proprietário. Lembre-se de que os pneus devem estar frios, ou seja, não devem ter rodado mais do que 3 quilômetros. Acima dessa distância, o atrito dos pneus com o solo aquece o ar interno, que se expande e distorce a calibragem. Não se esqueça de checar também a pressão do estepe.
TODO MÊS
FLUIDO DA DIREÇÃO HIDRÁULICA
Cheque o nível uma vez por mês. Para isso, basta abrir o reservatório e conferir, por meio do medidor existente na própria tampa. Se for necessário, complete com o óleo indicado pelo fabricante no manual do proprietário.
LÂMPADAS
Verifique o funcionamento das lâmpadas e substitua, se houve necessidade. O processo é simplesmas deve se ter cuidado ao manusear a lâmpada nova, principalmente se for dos faróis. Evite tocar o bulbo, pois a oleosidade natural da pele vai tornar o vidro amarelado, reduzindo sua eficiência e até mesmo diminuindo a vida útil. Se for inevitável, limpe a lâmpada depois, com um pano umedecido com álcool.
TODO ANO
PALHETAS DOS LIMPADORES
Providencie a substituição das palhetas uma vez por ano. Se a borracha do limpador estiver ressecada ou danificada, a palheta perde eficiência e pode riscar o pára-brisas. Para trocar a palheta, basta desencaixar a peça antiga e encaixar a nova, num processo rápido que não exige experiência. Lembre-se apenas de adquirir um produto específico para o seu automóvel.
OCASIONAIS
BATERIA
Se os pólos da bateria estiverem cobertos por uma espécie de pó esverdeado, não se assuste. Trata-se do zinabre ou azinhavre, produto resultante da oxidação dos terminais dos cabos, causado pelo ácido do interior da bateria. O problema é comum e não indica nenhum defeito. Para eliminá-lo, limpe os pólos com uma escova e lubrifique-os com uma leve camada de graxa branca ou vaselina, antes de religar os terminais.
FILTRO DE AR
Veja no manual do veículo a localização do compartimento do filtro e confira seu estado mensalmente. Um filtro de ar dura aproximadamente 10 000 quilômetros, mas quem trafega em locais muito empoeirados ou por estradas de terra, deve trocá-lo com mais freqüência. Em alguns casos, leves pancadas são suficientes para limpá-lo e dar uma sobrevida ao filtro. Não se deve usar jatos de ar comprimido, pois isso pode danificar o elementro filtrante, que é de papel.
FUSÍVEIS
Se o farol não ascende e a lâmpada não está queimada, então a causa geralmente deve ser fo fusível. Confira no manual do veículo a localização do compartimento de fusíveis. A seguir, verifique qual deles é o responsável pelos faróis, retire-o e substitua por um novo.
Atenção: não improvise com fusíveis de amperagem diferente ou outro tipo de material (arame, papel aluminizado). Isso pode causar sérios danos ao sistema elétrico do automóvel, além de proporcionar risco de curto-circuito e até mesmo incêndio.
MAIS
OUTRAS VERIFICAÇÕES
Além dos procedimentos descritos até aqui, existem outros, como o alinhamento da direção, balanceamento de rodas, troca de óleo, filtros e velas, por exemplo, que também não podem ser esquecidos, mas que, por sua complexidade ou necessidade de equipamentos específicos, devem ser feitos por um mecânico.
Consulte sempre o manual do proprietário para saber não só os prazos recomendados para a manutenção preventiva, como também os produtos e as especificações certas para o seu carro.
Fonte: Revista Quatro Rodas
Cuidados na hora do alinhamento
Alinhar as rodas garante economia e segurança, mas requer algumas precauções.
Segurança e economia são essenciais quando o assunto é carro. Uma das fórmulas para obtê-las pode vir apenas de um serviço, quando bem executado: o alinhamento. Ele tem a missão de deixar o volante centrado e as rodas paralelas entre si em relação ao centro do carro, de forma que a banda de rodagem dos pneus toque o solo de modo uniforme na trajetória do veículo.
Isso proporciona economia de combustível e evita desgastes excessivos e anormais de três componentes: amortecedores, molas e pneus. Os especialistas recomendam conferir o alinhamento a cada 10000 km ou no caso de acontecer algum incidente que possa causar danos no veículo, como quando o carro encara um buraco mais profundo.
Nas rodas dianteiras, a suspensão atual é independente. Assim, cada roda acompanha a irregularidade da pista sem afetar a outra, mantendo a estabilidade. Todos os veículos possuem ajuste para a convergência dianteira, e os ângulos usados variam de acordo com os modelos e as montadoras, que os definem pensando no desgaste de pneus e na estabilidade. "Na maioria dos carros populares a suspensão é McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. Neles só é possível fazer o alinhamento de convergência no eixo dianteiro. Apenas quando há qualquer outro parâmetro diferente do nominal, seja na dianteira, seja na traseira, é necessário fazer alinhamento técnico, ou seja, ‘deformar’ algum componente", diz o engenheiro mecânico Felipe Marchesin, colaborador do Centro de Engenharia Automotiva da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Coordenador de Engenharia da JL Racing Products. Para ajustes técnicos, usam-se recursos como calços, parafusos especiais e desempenadores.
Para que um serviço de alinhamento tenha qualidade, o carro precisa estar em boas condições mecânicas. "O mais frequente é a necessidade de trocar peças e componentes a fim de restabelecer os valores dos ângulos originais do alinhamento. É importante mostrar antes os problemas para que o cliente não ache que está sendo enganado. Se ele não aceita essas indicações, nem fazemos o serviço por questões de segurança", diz Ricardo Lima, gerente de engenharia e serviços do Grupo DPaschoal. Em alguns casos, a substituição de peças desgastadas pode, sim, ser necessária para a realização do serviço. "Antes de se iniciar o alinhamento de rodas, devem ser avaliadas as condições dos pneus e calibragem e todas as peças e componentes da suspensão, para verificar se não têm irregularidades ou desgaste excessivo", afirma Lima.
Vários fatores influenciam o acerto de suspensão e direção, da altura do carro em relação ao solo aos componentes que conectam as rodas ao chassi, como bandejas e buchas. "Rodas desalinhadas impedem o movimento natural do veículo, causando problemas de direção, cansaço no motorista e desgaste prematuro e irregular dos pneus", diz Marchesin. Ricardo Dilser, assessor técnico da Fiat, diz que, apesar de esse acerto de geometria ser um serviço de precisão, são normais diferenças nos ângulos usados, mesmo entre dois modelos iguais de veículo. "Numa comparação entre dois carros de utilização diária, um pode ter um pneu mais gasto ou folga em buchas ou rolamentos que, mesmo em condições de uso e sem comprometer a segurança, podem requerer ângulos diferentes no alinhamento. No entanto, para serem aceitáveis, essas diferenças devem ser muito pequenas para manter as características originais do modelo, previstas pela engenharia no desenvolvimento do carro."
Para verificar isso, levamos dois populares, de diferentes marcas, para fazer o alinhamento em seis oficinas e concessionárias de São Paulo, cidade que oferece milhares de buracos e irregularidades em suas ruas. Antes passamos na Quadrelli Alinhamento e Balanceamento Especiais, que deixou os volantes descentralizados e alterou os ângulos para que fosse possível conferir o serviço depois que ele fosse realizado. O resultado surpreendeu. E não só pela diferença de preços, que iam de 50 a 140 reais.
Em todos os atendimentos, apesar de o resultado ficar dentro da tolerância, os valores dos ângulos foram diferentes dos iniciais. Nenhuma calibrou os pneus antes de alinhar. Três fizeram o rodízio de pneus, mas apenas uma avisou que um deles tinha desgaste anormal. Só um operador andou com o carro para testá-lo após o serviço. Uma cobrou por uma cambagem no lado esquerdo (desnecessária). E o pior: nenhuma alinhou o volante. Então como saber se é mesmo preciso trocar peças e se o serviço foi bem executado? A fórmula para decifrar essa questão é seguir o plano de manutenção indicada pelo fabricante, conforme quilometragem ou período, e ficar atento para sentir se o veículo está sem estabilidade, além anomalias como ruídos e vibrações.
É possível verificar quando um amortecedor não está em boas condições. A carroceria tem oscilação maior que a normal em frenagens e curvas, e o carro tende a escapar da trajetória. Ainda se pode checar se há vazamento de fluido entre o eixo e o corpo do amortecedor. Os pneus são outra referência. Se têm desgaste anormal, rápido ou irregular, indicam problemas de alinhamento.
Para acompanhar a inspeção do mecânico e mostrar conhecimento de causa, é preciso checar as medições comparando os valores dos ângulos com os fornecidos pelo fabricante do veículo. Ao fim do alinhamento, a máquina imprime um relatório com os ângulos medidos no carro e os valores recomendados pela montadora. Alguns já fornecem a tolerância aceitável. Basta conferir para ver o que não bate. Outro aspecto é saber se a oficina faz a calibração das máquinas de medição periodicamente e verificar, logo após a realização do serviço, se o problema que o veículo apresentava foi eliminado.
Fora de linha
Para Wagner Quadrelli, da Quadrelli Alinhamento e Balaceamento Especiais, para evitar distorções por dados incorretos inseridos nas máquinas, o melhor é que o operador dirija o carro depois. "Esse é um serviço ligado à preservação da vida dos ocupantes do carro. Por isso, o homem ainda é fundamental para conferir o acerto do alinhamento." Alberto Trivellato, da Suspentécnica, pensa igual. "A sensibilidade é determinante para obter o melhor alinhamento, ainda mais no caso de máquinas de alinhamento abastecidas com valores que não correspondem ao que o carro precisa", diz. Marchesin acredita que essas máquinas são confiáveis, porém, como qualquer instrumento de medição, precisam ser constantemente verificadas: "Assim como o veículo perde o alinhamento, a máquina de alinhar também perde."
Para tirar dúvidas, devem-se fazer pequenos testes que podem indicar se o carro está bem alinhado. Ao rodar devagar com o veículo em uma rua plana, basta soltar o volante e observar se o carro puxa para algum lado. Conferindo se o volante está centralizado, pisar gradativamente no freio permite sentir se o carro continua em trajetória reta. Caso contrário, esqueça a recomendação dos 10 000 km e leve o carro para alinhar. Afinal, sua segurança e a dos ocupantes do seu carro não têm preço.
Alinhe quando
1.Trocar os pneus
2. Os pneus tiverem desgaste excessivo na área lateral superior
3. A banda de rodagem se
desgastar em forma de escama ou serra
4. Um pneu tiver maior desgaste que outro
5. Houver trepidação das rodas dianteiras
6. O volante apresentar vibração
7. A direção ficar pesada
8. Os pneus cantarem em curvas ou
manobras
9. O carro puxar para o lado quando os freios forem acionados
10. O veículo puxar para a esquerda
ou para a direita
Fonte: Revista Quatro Rodas / Julho de 2012 / Por: Moraes Eggers
10 coisas que afastam os ladrões
Veja as características que podem fazer os ladrões desistirem de roubar um veículo
Muito se fala sobre os carros mais visados pelos ladrões, mas pouco se comenta sobre seus desafetos, aqueles veículos que entre muitos outros estacionados serão as suas últimas opções. Obviamente, não é possível questionar os criminosos sobre os motivos que os fazem desistir de certo carro, mas especialistas em roubos e furtos de veículos conseguem delinear quais características costumam deixar o carro menos ''roubável'' ao estudar os históricos deste tipo de crime.
Conforme explica Luiz Pomarole, membro da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) existem dois objetivos principais que motivam os roubos: ''Um dos objetivos é a revenda dos carros; e o outro, muito mais comum, é a revenda de peças no mercado paralelo''. Observando quais são as peças e os modelos mais buscados por compradores, portanto, é possível identificar também o que o ladrão irá buscar para abastecer o mercado negro.
Segundo o Capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz da Polícia Militar de São Paulo, ainda há outros dois pontos que explicam a lógica dos roubos: ''O ladrão também procura os carros que serão mais dificilmente localizados pela polícia e os carros úteis para usar em outros crimes''.
Confira dez características que os ladrões não gostam em um carro, ou que podem ser um critério de desempate na hora que eles decidem qual carro roubar:
1. Carros com cores mais chamativas são evitados pelos ladrões pois são mais facilmente localizados depois de roubados, pela menor procura no mercado paralelo, e também por conta da dificuldade de revenda (não agradam a todos os gostos), quanto pelo fato de as peças coloridas serem menos buscadas para reposição.
2. Apesar do alto preço, importados e de alto são modelos desvalorizados pelos ladrões pois chamam muita atenção. Além disso, seus sistemas de segurança avançados dificultam o roubo. Por venderem menos, também são pouco procurados para revenda e há uma menor demanda por peças de reposição.
3. Muitos roubos são resultados de encomendas - portanto, qualquer tipo de veículo pode ser um alvo, desde que haja interessados no mercado paralelo. Porém, modelos menos comuns, apesar de não serem totalmente protegidos destas encomendas, acabam sendo menos roubados que os populares por estarem em menor quantidade.
4. Rodas básicas: segundo Luiz Pomarole, membro da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), "as rodas são o principal alvo dos roubos hoje em dia porque são vendidas muito facilmente". Neste caso, carros com rodas mais básicas acabam mais ignorados pelos ladrões do que os carros com rodas de liga leve.
5. Picapes e SUVs a gasolina: boa parte dos modelos de picapes e SUVs são vendidos com opções a diesel ou a gasolina. Pomarole diz que os modelos movidos a gasolina costumam ser menos visados do que os movidos a diesel. Outro motivo é que como o motor a diesel costuma ser mais caro, ele também é muito buscado no mercado paralelo
6. Ladrões costumam preferir carros com acessórios externos, principalmente aqueles equipados com estribos e os estepes, muito roubados pela alta demanda no mercado paralelo. No caso do pneu sobressalente, se o objetivo for apenas furtar a peça, carros com estepe interno são menos buscados por dificultarem a ação.
7. Som original: os rádios são um atrativo para os ladrões e muitas vezes são o objetivo principal do furto ou roubo. Segundo Pomarole, aparelhos de som de fábrica são menos vantajosos para os ladrões porque só servem para aquele modelo de carro. Em alguns casos, até param de funcionar quando desinstalados.
8. Travas manuais: embora existam sistemas mais avançados, elas ainda podem inibir a ação do ladrão ao serem avistadas, justamente por dificultarem o roubo. Entretanto, é importante ressaltar que o equipamento não evita o roubo e é altamente suscetível a falhas.
9. Insulfilm: a película pode evitar a aproximação do ladrão, uma vez que ela impede de ver com clareza quem está dentro do carro. No caso do furto pode dificultar a visualização de objetos deixados no interior do veículo que chamariam sua atenção.
10. Carros básicos: carros espartanos naturalmente têm menor valor de revenda e possuem peças mais baratas e menos acessórios do que os carros mais sofisticados. Os modelos mais equipados costumam ser roubados para que suas peças equipem veículos mais básicos.
Fonte: Exame.com / 17 de agosto de 2012 / Por Priscila Yazbek